
Todo espetáculo terá seus pontos de perdas e ganhos. É tudo relativo quando se trata de arte. E em qualquer processo de montagem, não é diferente. No caso de ‘MEDEIA PLURAL’ as expectativas se superaram.
De um inicio um tanto desestimulante, o elenco disperso e já cansado de um curso, que desde o começo de 2009 teria criado, além de uma emocionante história, uma importante historia pro curso, pro Colégio, pra Região, pra história do Teatro Paranaense, o curso que haviam formado a primeira turma, que por sinal, virou inspiração para os futuros atores ali já se formando e com seus discípulos alunos/atores.
Confesso que jamais fiz algo parecido. Como sempre me diziam o perigo de se trabalhar algo stanislaviskiano no palco. Agora percebo a magia que é se entregar na melhor das viagens percorridas pelo ser humano, o teatro.
Partindo de um, confesso, elenco frágil e complicado. Seus trabalhos iniciais foram completamente individuais, buscando seus reflexos e futuramente, seus personagens na montagem. Este foi o maior tempo de trevas do grupo, com seu 1 ano e 3 meses de trabalho já carregado. Desavenças pessoais e inter-relacionais comprometeram no processo, que já adiantando, resultou na cereja da montagem.
Totalizo 2 meses de processo. Iniciando-se em abril, o processo de escolhas dos textos, criações, idéias e criações corporais já iam se formando rapidamente, com uma atmosfera orgânica e vaidosa. Lembrando que estamos tratando de um elenco complicado, vejo o complicado nesse caso como principal referencia pro senso comum de convivência. Considerando todos os fatos pessoais ocorridos e transparecidos nas aulas e ensaios realizados, toda a equipe reunida é o senão, mais resumido grupo dos grupos teatrais atuais formados. Vidas totalmente diferentes contribuíram para um grande elo de concentração e formação de energia e respeito dado até a estréia. A expectativa já era grande, o cansaço e o stress descarregado comprometiam a convivência da equipe.
Chegando em sua estréia, ‘MEDEIA PLURAL’ deu um ar selvagem, melancólico e perigoso para o Salão Nobre, local escolhido para se tratar do universo feminino para seus familiares e todo publico fisgado.
O clima de final de uma vida coletiva criada no Colégio, afetando aos profissionais envolvidos, finalizo apenas relembrando os respiros já vividos e passados na historia percorrida, e respiro visualizando o futuro, com possíveis montagens de uma inovadora pesquisa de espaços apropriados da cidade. Como respiro e visualizo, alguns atores, senão todos, que entrarão para historia do teatro paranaense e nacional.
LUAN MACHADO
machado o rei do pecado...
ResponderExcluirgostei, acho que é isso mesmo, tem que ter fé, tem que ter desfé e tem que ter... ir em frente, é só lá que se vê o que será das coisas que hoje são...
agora, te digo uma coisa, se parafrasear Nana Rodrigues é pecado, não parafrasear é PECADO MORTAL!!!
amo-amo, beijo-beijo!!