A porta da geladeira já não fecha mais...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

SÉCULO


Se é o que sempre foi desde o nascimento é ser homem
Homens são previsiveis pois são impossiveis de se comparar.
Se é o que vê, é o que se sente.
é o que se quer ver.

CU
Dentro de duas montanhas, dentro de uma fonte farta de memórias, ambições e reflexos pessoais, é o cú.
Cú do mundo, cú de si mesmo, cú de um pressuposto mal colocado, cú de gente mal falada, cú de gente famosa, cú de mendigo igual ao seu quando nasceu
Cumprimento de verdades
Cuspe de mentiras.

LO
Longe de qualquer especulação de definir o espaço/tempo/tropicalismo de nação.
Lost, lostiente, lostiNÚ.
Lombrigas do luar do sertão. Se no monumento há rebeldia, no jornal mostra-se seu poder vermelho.


DÉCADAS de embriaguez, de posses de sentimentos, de semelhancas de papeis dentro da Sapucaí

Um demonio de finanças, o sarcasmo de palavras.
Apodreci no musgo.
Fomos esquecidos na informação
-


(acho um pensamento que me diz a verdade: a verdade dentro de um parenteses: o poder de dizer sem ser ouvido: a ápice da voz locutora: SENTIR O MOMENTO que se pode jogar na gaveta)

Ficaremos aqui.
Essa foi a recomendação deles.
(olha ao redor)
Ouço barulhos desse lado. Ouço tudo mas não ouço nada quando tento enxergar.
Certa vez eu ouvi de um conhecido que quando não se enxerga, não se ouve. Tem cabimento nisso será?
Tem lógica ao espaço em que percorremos, a rotina que nos prende, ao conformismo de ser alguém qualificado quando se chega ao um espaço como esse, branco-cego-surdo?
Acabei de pensar nisso:
O HOMEM É O UNICO ANIMAL QUE COMPRA
O HOMEM E O UNICO ANIMAL QUE MENTE
O HOMEM É O UNICO ANIMAL QUE SENTE, FALA E REQUER RESPOSTAS

Estou começando a gostar desse espaço.
Eu tenho minhas memórias. Eu sei que sou que sou eu que estou aqui, que estamos num espaço não definido, num ambiente em que não sei se vou poder voltar ao mundo real.
Eu ainda ouço música ao lado.
Posso até meditar!!!!!
Parece um sonho que sempre tive desde que era criança, quando fechava os olhos e me via num espaço branco numa imensidão anulada. Mas isso não é sonho; cheguei, abri os olhos, e calmamente percebi que isto parece um sonho mas não é exatamente como me sentia antigamente.
Tem cheiro, mesmo não sabendo qual é
Tem uma paz, mesmo eu sendo sozinho
Tem cabimento? Acho que no momento tem.
Tem um tempo que chego a imaginar que todos me olham, mas não preciso ter a necessidade de poder estar conectado ao olhar externo de vidas completas, de vidas cheias de memórias como a minha.
Isto é branco, é sem dimensão mas é com objetivo.
Qual é esse objetivo? -Eu não sei.




O que eu for criar, será feito, e o que será feito, será lembrado pelo os que passarem aqui.
Aonde é aqui?
- É quando se fecha os olhos.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A MULETA


'Não volte mais aqui' escrito no espelho nas proximidades do bueiro.
João Nobody tem as pernas tortas e tem o costume de cantarolar óperas dadaísticas pelas ruas. Ele esquece, ele pensa, ele revitaliza cabeças de cerâmica no fundo de casa.
Uma biografia seria em vão, pois não se pode quantificar a vontade de João em caminhar por dentro das calças. Lá dentro cabeças rolam.
Y i u m i - Y i u m i


Como se o chão afundasse, como se fosse na última vez, a vez que nunca cheguei a ver: João amputado.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Comunicação aos Terráqueos


Chega de patentear os sonhos!
Chega de acordar e desligar o despertador!
Chega de vetar os sentimentos!
Chega de varar as idéias e encaixotá-las no Futuro!
Chega de transgênicos!
Chega de cores perdidas fora da moldura!
Chega de cabeças que flutuam nas univeridades!
Chega da escassez de criatividade nos políticos!
Chega de chegar chegando!
Chega de velhas crianças enjauladas no televisor!
Chega de chiado!
Chega de azul no azul!
Chega de Chuva Chovida!

Chega Nova Geração, Chega!

Pais e Filhos


Há quantos anos, há tantos planos
Há dores que desconheço, há amores que pertenço
Há vidas que vivi, há linhas por vir
Há fotos e memórias e há diploma e poucas histórias

4
2 lados
eu e o Mundo
Mundo velho, cabeça feita, charlatão da noite ainda vaga nos apartamentos dos prazeres
Mundo novo, de película estrangeira, estado alienado sem saber para quem ir

Onde piso num chão de riso encontro meu paraíso um tanto estrito com sequelas de gritos escrito:
A VELHICE TOMA CHÁ COM FANTASMAS

Quem sou eu

Minha foto
(um dedo verde no escuro)

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