
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Um Cartão Postal a Narciso

Festa de Aniversário
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Mantra da Terra e Mar
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Pés Descalços

ESQUELETO DO OBJETO
Visualize um processo do qual requer energia constante e circular. A partir do momento que se entende esse esqueleto, o desempenho e a criação flui.
domingo, 20 de junho de 2010
Cena IV/VIII Solidão juvenil
Será a solidão prima da insônia?
sábado, 19 de junho de 2010
Hai-Kai pontilhado
CENA III/VIII 'Se EU matasse, se TU matasse, se ELE morresse'
(todas as luminarias acendem, todos os personagens em cena em cada um em uma luminaria, blackout. acende luz na poltrona, p1 sentado.)
p1. EU mato TU matas ELE mata NOS matamos VOS matais ELES matam. Já falamos de matar hoje aqui? Mas esse matar foi diferente.. foi.... diferente. Sabe quando matar se torna apenas uma palavra poética? Será que eu deixei tão claro assim?
O MEU matar foi mais... ELE matar.. Porque acreditem em mim, suplico, sou inocente. Sou inocente por motivos completamente compreenssiveis.
Até porque matar é de....
Se matar, porque ELE mata.
Quando matar torna-se rotineiro, torna-se alimento para continuidade para viver. Matar contém no manual descomplicado do artigo vivencial humano. Porcaria... porcaria... porcaria...
Matei sonhos, matei todos seus sonhos.
Me matei em teus sonhos.
Me pergunto se podes me olhar..
(luz acende em uma das luminarias do palco, alguem com um livro aberto na frente do rosto)
p2EU mato TU matas ELE mata NOS matamos VOS matais ELES matam. Já falamos de matar hoje aqui? Mas esse matar foi diferente.. foi.... diferente. Sabe quando matar se torna apenas uma palavra poética? Será que eu deixei tão claro assim?
O MEU matar foi mais... SE matar.
Fraqueza e excesso de auto-confiança em si próprio. Moralismo torna-se parte da sua rotina, percebe? Percebe que SE matar é TE matar. TE matar, te mato pra ELE matar. Não foi o que você disse?
Já falamos em matar aqui?
Porque metematei. Porque desejo que o próximo que te mate seja ELE. ELE que tanto deseja, ele que tanto procura, que te metematicamente morra!
(blackout na luminaria. luz na poltrona)
p1Era noite quente de inverno. Um dia além da rotina. Um dia além de qualquer outro dia..
Me lembro dos abraços presentes naquela noite quente de inverno. O corpo dela sobre a sala de estar e o bilhete em seus dedos. o bilhete de amor meu que meu amor morreu.
EU mato, Tu matas, ELE morre, NÓS deixamos , VÓS matais, ELES morrem.
Morrem de amor, morrem do mau primeiro: o nosso falso amor que ali morreu.
(blackout na poltrona e luz na luminaria com um papel amassado ao lado)
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Fragmentos de uma peça interspessonal (CENA II/VIII)
Na noite. Te vejo/Me vejo

Fragmentos de uma peça interspessonal
quarta-feira, 9 de junho de 2010
1 reflexão, 2 pensamentos opostos, 3 confusões instaladas

segunda-feira, 7 de junho de 2010
No meio da rua tinha um bueiro...(IT)
"BBB - Bye, Bye Brasil" - ou Parafrasear Nana Rodrigues é pecado.

Todo espetáculo terá seus pontos de perdas e ganhos. É tudo relativo quando se trata de arte. E em qualquer processo de montagem, não é diferente. No caso de ‘MEDEIA PLURAL’ as expectativas se superaram.
De um inicio um tanto desestimulante, o elenco disperso e já cansado de um curso, que desde o começo de 2009 teria criado, além de uma emocionante história, uma importante historia pro curso, pro Colégio, pra Região, pra história do Teatro Paranaense, o curso que haviam formado a primeira turma, que por sinal, virou inspiração para os futuros atores ali já se formando e com seus discípulos alunos/atores.
Confesso que jamais fiz algo parecido. Como sempre me diziam o perigo de se trabalhar algo stanislaviskiano no palco. Agora percebo a magia que é se entregar na melhor das viagens percorridas pelo ser humano, o teatro.
Partindo de um, confesso, elenco frágil e complicado. Seus trabalhos iniciais foram completamente individuais, buscando seus reflexos e futuramente, seus personagens na montagem. Este foi o maior tempo de trevas do grupo, com seu 1 ano e 3 meses de trabalho já carregado. Desavenças pessoais e inter-relacionais comprometeram no processo, que já adiantando, resultou na cereja da montagem.
Totalizo 2 meses de processo. Iniciando-se em abril, o processo de escolhas dos textos, criações, idéias e criações corporais já iam se formando rapidamente, com uma atmosfera orgânica e vaidosa. Lembrando que estamos tratando de um elenco complicado, vejo o complicado nesse caso como principal referencia pro senso comum de convivência. Considerando todos os fatos pessoais ocorridos e transparecidos nas aulas e ensaios realizados, toda a equipe reunida é o senão, mais resumido grupo dos grupos teatrais atuais formados. Vidas totalmente diferentes contribuíram para um grande elo de concentração e formação de energia e respeito dado até a estréia. A expectativa já era grande, o cansaço e o stress descarregado comprometiam a convivência da equipe.
Chegando em sua estréia, ‘MEDEIA PLURAL’ deu um ar selvagem, melancólico e perigoso para o Salão Nobre, local escolhido para se tratar do universo feminino para seus familiares e todo publico fisgado.
O clima de final de uma vida coletiva criada no Colégio, afetando aos profissionais envolvidos, finalizo apenas relembrando os respiros já vividos e passados na historia percorrida, e respiro visualizando o futuro, com possíveis montagens de uma inovadora pesquisa de espaços apropriados da cidade. Como respiro e visualizo, alguns atores, senão todos, que entrarão para historia do teatro paranaense e nacional.
LUAN MACHADO


