A porta da geladeira já não fecha mais...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010


Dentro de uma caixa, dessas de papelão, de meio-fio, respiro algumas vezes até sentir um estado de via pública.
Lá dentro eu espero Godot, lá em cima eu sento em Xangô. Nada de hipóteses e valores.
Gente feliz me dá um nervoso, se estiverem juntas me encharca de alfinetes, de lados vazios, às vezes.
Num mar de prelúdio não mais suporto este ato.

Poderia ser exagero, ser bastante infame. Só posso ver o quadro dentro da caixa.
Que levem a caixa. Viver dentro de mim já está estalado no monumento dessa esquina.
Que levem a caixa.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Cabeça Vazia (Oração aos Andradres)


Longe de qualquer espaço sideral. Tão perto de um coração de mãe.
- Quantos dias do ano você conta?
De repente, num estatelar de pensamento me encho de repletas idéias e sensações de uma obra-prima. OBRA-PRIMA
Eu a admiro, eu penso em matá-la e transformá-la em Ofélia de Gravura, mas é bela, é simplória.
Como mortos de fome, oriundos de um berço de teatralidade de um belo artista.
Sem almas. Aladas. Amargas. Achadas. Avassaladas em bacias mortas...
Quero na surpresa de um silêncio, pegá-los, encadeirá-los no momento de ritual que se inicia.
(sorte dos que sentarão em costas poéticas!)


Pequenos lados
sombras a parte
recebo essa saudação
de Antropofagia aos ANDRADES!

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(um dedo verde no escuro)

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