domingo, 11 de setembro de 2011
Um CATATAU de Palavras
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Poema de quando um dia fui criança
Pintei um pinto
Um pinto um pouco um
Um ponto perto da pedra
Que pedra pequena
De tão pequena, me pegou
Pintei a pedra poderosa
Poder que partiu
Pobre do pintinho
De pequeno pra ponto
De ponto à parte
Partido, que pedra podre
O pintinho padeceu sobre a pedra
e que pedra...
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Gastronolobotomia
Uma pilha de pratos.
A gota que vem da bacia, do cano do bico de uma torneira.
Alface prende-se no metal, papéis de flores enxarcam lágrimas de cebolas risonhas.
Descascas de cascas descascadas.
Operante de cozinha, uma desgraça.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Winona dentro do espelho
A Inespeculação de Darwin
quarta-feira, 20 de julho de 2011
POEMA DE BONS AGOUROS por Lauren Christie
Poema de bons agouros
Luan, ah...
Pensei que fosse o Carlos,
Pedro ou Joaquim
Porque pode ser todos
Desde o início da existência
Até o fim dos dias que
Ele escrever
Poeta sórdido e juvenil
Este é teu ano de glória
Honra e sucesso no Brasil
Oprah sem remela
O olho que vê não é o mesmo olho que enxerga. Lupa no coração é sinal de alerta aos pinguins do verão.
Se casarei serei rei.
Lombardi acorda, levanta, dirige-se a cama ao lado e toma seu suco de melão. Greta Garbo lhe chama pela cozinha com suas panquecas verdes de espinafre. Pela janela, vejo fumaça, vejo pessoas.
Olho de cabra é igual a olho gordo - auterEGO
Lombrigas de veneno em cima do piano se esticam na barriga de Adão. Gargalo no chafariz dentro da boca do leão.
Quem foi?
- Jesus!
Ultraje a Rigor na festa do Presidente de Cuba tem tapete vermelho e carreirinhas no banheiro.
Golden é a palavra mágica da cidade ovo.
'Por favor' foi a palavra mágica de Lennon em seu funeral.
Quem vai?
Vento sem meta, penso na lerda, esquento a perna
enquanto
você não vem.
sábado, 16 de julho de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
SÉCULO
Se é o que sempre foi desde o nascimento é ser homem
Homens são previsiveis pois são impossiveis de se comparar.
Se é o que vê, é o que se sente.
é o que se quer ver.
CU
Dentro de duas montanhas, dentro de uma fonte farta de memórias, ambições e reflexos pessoais, é o cú.
Cú do mundo, cú de si mesmo, cú de um pressuposto mal colocado, cú de gente mal falada, cú de gente famosa, cú de mendigo igual ao seu quando nasceu
Cumprimento de verdades
Cuspe de mentiras.
LO
Longe de qualquer especulação de definir o espaço/tempo/tropicalismo de nação.
Lost, lostiente, lostiNÚ.
Lombrigas do luar do sertão. Se no monumento há rebeldia, no jornal mostra-se seu poder vermelho.
DÉCADAS de embriaguez, de posses de sentimentos, de semelhancas de papeis dentro da Sapucaí
Um demonio de finanças, o sarcasmo de palavras.
Apodreci no musgo.
Fomos esquecidos na informação
-
(acho um pensamento que me diz a verdade: a verdade dentro de um parenteses: o poder de dizer sem ser ouvido: a ápice da voz locutora: SENTIR O MOMENTO que se pode jogar na gaveta)

Ficaremos aqui.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
A MULETA

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Comunicação aos Terráqueos

Chega de patentear os sonhos!
Chega de acordar e desligar o despertador!
Chega de vetar os sentimentos!
Chega de varar as idéias e encaixotá-las no Futuro!
Chega de transgênicos!
Chega de cores perdidas fora da moldura!
Chega de cabeças que flutuam nas univeridades!
Chega da escassez de criatividade nos políticos!
Chega de chegar chegando!
Chega de velhas crianças enjauladas no televisor!
Chega de chiado!
Chega de azul no azul!
Chega de Chuva Chovida!
Chega Nova Geração, Chega!
Pais e Filhos
Há quantos anos, há tantos planos
Há dores que desconheço, há amores que pertenço
Há vidas que vivi, há linhas por vir
Há fotos e memórias e há diploma e poucas histórias
4
2 lados
eu e o Mundo
Mundo velho, cabeça feita, charlatão da noite ainda vaga nos apartamentos dos prazeres
Mundo novo, de película estrangeira, estado alienado sem saber para quem ir
Onde piso num chão de riso encontro meu paraíso um tanto estrito com sequelas de gritos escrito:
A VELHICE TOMA CHÁ COM FANTASMAS
sábado, 8 de janeiro de 2011
aspiraDOR INC.
Felicity é a metrópole mais produtiva do mundo. Lá, a maioria das pessoas moram juntas, sem grau de parentesco, sem castigos nos filhos, todos moram em grandes cúpulas, separadas por cor. Cada cor representa um nível de satisfação preenchida durante a vida.
O prefeito mora na cor Transparente, onde também moram Conselheiros, Padres, Artistas e figuras que são o espelho para Felicity.
Na cúpula preta moram os cidadãos que precisam de mais um pouco de lições sobre partilha, bens públicos e mercadorias privadas a estrangeiros. Esses cidadãos foram denunciados pelos próprios habitantes da cidade.
Nas cúpulas vermelhas, azuis, amarelas e verdes moram o restante da população. Os novos habitantes, aquelas criaturas belíssimas oriundas de ventres, moram na cúpula Branca.
Em Felicity no ano de 2093, um cidadão criou um invento que se transformou na única lei existente pelo prefeito, a de serem felizes. Construíram um monumento na plataforma central da cidade com o rosto do inventor, Charles Happy Darwin.
Esse inventor criou laranjas de todas as cores, e em cada cor, a substancia é dosada precisamente para cada nível de felicidade por habitante. Os bebes das cúpulas brancas comem laranjas brancas, que dá vontade de chorar de felicidade, mas podem ser comidas até uma certa idade. As pessoas que moram nas outras cúpulas comem todos os dias, quando acordam e quando vão dormir uma unidade da respectiva cor. As pessoas que moram na cúpula preta comem o dobro da dosagem, para que se recuperem logo e voltem para suas Cupfamilys. A cúpula transparente consome laranjas em formatos diferentes, para que os habitantes daquele espaço sejam pessoas figurativas e marcadas por suas habilidades mais especificas.
Nas corporações, nos mercados, no Shopping Glad e nos postos há laranjas em pacotes, caixas, embrulhadas para presentes e todos os tipos criados até hoje para melhor realização e satisfação dos habitantes. Alguns cidadãos ultrapassam a dosagem de laranjas e são direcionados para a REhappy, uma cúpula distante de Felicity.
Nos parques, nas escolas, nas ruas as pessoas são felizes, estudam e trabalham com suas laranjas nas bolsas, nas mochilas e as vezes até arriscam a comer as laranjas das arvores plantadas pela cidade. Essas laranjas mais caipiras dão uma felicidade diferente. Elas dão uma sensação de nostalgia, uma vontade de ser criança de volta, de tranqüilidade. Elas são recomendadas a serem comidas apenas no final de semana.
Na cúpula azul mora Fezan, um garoto esperto, de uma felicidade sem igual. O prefeito esporadicamente o consulta para saber do nível de felicidade das crianças e dos velhos da cidade. Fezan adora fazer essa tarefa, pois escreve muito, é curioso e sempre cuidou das laranjas caipiras. Mas ele anda meio preocupado em relação as laranjas que estão testando para exportarem a outras cidades. O plano do prefeito é de que em breve, o mundo conheça e consuma na mesma dosagem o que os habitantes de Felicity possuem de melhor.
- Alguma coisa não está certa, diz Fezan ao prefeito numa manha estranhamente nublada.
–Essas laranjas não podem sair daqui, elas são nosso maior presente desde que Charles Happy vivia.
O inventor morreu após comer uma laranja criada para animais.
- Precisamos fazer algo a respeito, Sr. Prefeito. Essas pessoas precisam conhecer as laranjas na hora certa. La fora elas ainda correm atrás de uma felicidade comprada por grandes pessoas e empresas ainda. Mas eu já tenho uma idéia pra contornar a situação!
O prefeito como um grande amigo de Fezan nem hesitou em deixá-lo na porta da Cúpula Transparente e logo chamou-o pra tomarem um chá de laranja das cinco enquanto Fezan lhe conta todas suas idéias.
Dentro da sala do Prefeito, Fezan explica detalhe por detalhe sua idéia
- Essa é a idéia central para criarmos a ‘aspiraDOR INC’, entendeu Sr. Prefeito?
Um pouco confuso o prefeito concorda e pergunta o que mais lhe amedrontava no momento.
- Mas se os habitantes de Felicity souberem dessa idéia e me pedirem para instalar uma sede da aspiraDOR INC aqui na cidade?
Fezan sempre foi o aluno mais esperto da classe e já captava o problema antes mesmo da idéia nascer.
- Não existe o porto, onde entra e sai tudo que a cidade consome? Então, iremos criar a aspiraDOR INC dentro do Porto, e as laranjas geneticamente alteradas para os estrangeiros, serão exportadas para as outras cidades. Assim os habitantes daqui não irão desconfiar, pois os estrangeiros não sabem a diferença das laranjas, e iremos com o tempo exportando nossas próprias laranjas para o resto do mundo, até que eles se acostumem com nossa dosagem de felicidade.
O prefeito ainda confuso afirma com a cabeça e escreve um comunicado ao responsável do Porto explicando com todas as palavras ditas por Fezan com suas recomendações de prefeito.
Pouco tempo se passou e nos jornais mais importantes espalhados por todo mundo só se falava nas milagrosas mudanças no comportamento das pessoas. Era algo enigmático ainda para os habitantes fora de Felicity e até para os próprios habitantes da cidade que assistam aos noticiários. A noticia nunca chegou aos ouvidos de ninguém, a não ser pelo próprio pacto silencioso entre Fezan, o Prefeito e o dono do Porto.
A aspiraDOR INC nos primeiros anos teve alguns problemas em relação aos estrangeiros que passavam por lá e levavam laranjas nativas de Felicity. Fezan criou um aparelho similar aos dos aeroportos, mas ao invés de metais, eram suas laranjas nativas que apitavam quando apareciam no meio das bagagens.
Um dia Fezan acordou feliz, como de costume, tomou seu café da manha com os moradores da Cupula Azul, foi para escola e no caminho de casa um homem de chapéu cobrindo os olhos lhe parou na rua e perguntou:
- Eu sei seu segredo, e espero que saiba guardá-lo com toda sua virtude e bondade, pois se o mundo sabe que há laranjas diferentes por aqui, haverá uma Guerra da qual você não ira saber controlar jamais.
Fezan ficou em estado de choque. As folhas dos livros dançavam ao vento no chão após caírem das suas mãos.
- Mas como, do que o senhor esta falando? Sou apenas um garoto que o Prefeito confia mais do que os outros e sou muito grato por isso.
O homem misterioso lançou seus passos de despedida e voltou.
- Certo dia o vi no Porto separando laranjas e colocando no caminhão de transporte de carga da cidade. Não entendi naquela hora, mas arrisquei comer uma laranja da qual sempre como no café da manha e a noite comi uma laranja que deixaram cair naquele acidente da semana passada perto do Mercado Felyfood. Me senti um pouco enjoado no dia seguinte, mas não senti a felicidade que costumava sentir todos os dias, então percebi que as laranjas dos estrangeiros dão uma felicidade menor do que as nossas locais.
Fezan coçava a cabeça já confusa e olhava para os lados com medo de que alguém estivesse ouvindo aquela informação perigosa.
- Olha Sr, eu não sei do que fala. São as mesmas laranjas que nós comemos, os estrangeiros também comem. Talvez você deva ir ao Posto da sua cúpula e ver o que aconteceu, mas garanto que não foram as laranjas, elas são nosso maior presente por aqui.
O homem andou mais uns passos e virou a cabeça para trás em direção a Fezan.
- Não se preocupe, não contarei a ninguém. Sei da sua intenção e imagino o estrago que seria se as pessoas lá fora comessem nossas laranjas no ritmo que vivem nas suas cidades. Mas seja cauteloso e cuide para que ninguém mais descubra isso.
Fezan chegou na sua cúpula um tanto estranho e pela noite caminhava entre os cômodos da cúpula azul atrás de uma segurança maior da qual a aspiraDOR INC possuía.
Nos dias seguintes, o garoto se relacionava com o prefeito como se nada tivesse acontecido, até que um dia Fezan acordou com uma idéia brilhante.
Após sair da escola, Fezan passou no Porto e instalou um sistema de pequenas câmeras dentro das luminárias espalhadas pelo Porto. Durante muitos anos Fezan cuidou da aspiraDOR INC como sua mãe o cuidava. Ela faleceu logo após um acidente com caixas numa fabrica de embalagens de bonecos para idosos. Ele sentia falta de sua mãe, mas sabia que todas as pessoas da qual ele convivia o amavam tanto quanto sua mãe, se não mais, porque ela não conviveu com todas as evoluções causadas na cidade pelo seu brilhante filho.
Nunca mais Fezan encontrou o homem misterioso nas ruas e se empenhava cada vez mais nas laranjas exportadas às outras cidades.
Em 3018, Fezan tornou-se o Prefeito de Felicity com a maior festa que a cidade já teve. Naquela noite ele contou aos habitantes da idéia central da aspiraDOR INC desde quando ela ainda era uma organização independente. Hoje ela possui sedes por todo o mundo, gerenciadas por habitantes de Felicity que foram morar fora para melhor assistência das laranjas. As pessoas não apenas murmuravam após o segredo ter sido discursado, como sentiam um orgulho local por toda a idéia de adaptação inicial de dosagem aos que conheciam aos poucos as laranjas de Felicity.
Quando Fezan deitou-se em sua cama, dentro de sua cúpula transparente, ele olhava para o céu, que reluzia de estrelas num calor de primavera. Ele nunca esteve tão feliz em sua vida e olhava para o céu como se estivesse olhando para seus pais lá em cima. Ele sabia que eles o observavam e que se estivessem com ele naquele momento, teriam ido dormir orgulhosos do filho que tinham criado.
Hoje, o mundo consome as mesmas laranjas que Felicity colhe desde quando Charles as criou. Hoje a satisfação das pessoas indo para o trabalho é imensurável, as crianças não dormem mais nas aulas, as figuras semelhantes a da cúpula transparente de Felicity que vivem pelo mundo sentem a responsabilidade de serem orgulho e espelho para os outros habitantes de suas cidades.
Hoje, Fezan sabe apenas de uma coisa: que não precisa dominar o mundo com sua idéia brilhante, pois ela já percorre o globo levando felicidade e vontade de viver para aqueles que vivem de laranjas, pepinos, maçãs, ovos mexidos....
