A porta da geladeira já não fecha mais...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O ícone ludico está corrompido

-Eu acabo de lavar os lábios, foi uma noite daquelas.
-Como está seu amor?
De cartas em ruas, ao vento da sujeira vinda de uma noite familiar, de Véspera de Natal.

("Brian acabou de entrar" surge uma frase na projeção ao fundo do palco)

-Ele é um exemplo perdido do garoto da bacia de leite.
-Brian. Nome falso.
-Ele tem uma pele assim como a minha, talvez até capaz de fugir de algumas coisas que eu também poderia ignorar.
Você já teve um amor virtual? Já pensou na possibilidade de Brian, ou qualquer mente pronta pro desejo e o anseio alheio?
-Essas salas de bate-papo deixam qualquer um de pau duro.
Repugnante. Posso tentar ver de um lado mais realista, posso ser mais medíocre.

- No mais inesperado espetáculo de tempo naquela noite, Brian encontra um casal que pode lhe dar tudo, pelo menos naquela fracionária noite de dezembro.
-Dentro do taxi ele repagina os pensamentos e todas as linhas de caráter de homens a espera disso.
-Lhe pagam o táxi. Dentro do apartamento: bebidas, copos sujos da noite anterior dos amigos do sujeito mais velho, a televisão ligada reproduz o resultado de tudo que poderia vir a Brian.

-1º Tiro:
Senta no Sofá
-2º Tiro:
Tiram a roupa, se entrelaçam pelos tapetes e pelas cenas sugeridas do calão mais estrangeiro.
-3º Tiro:
Amanhecer.
Após banhos, conversas praticamente monossilábicas, Brian olha pelo vidro de uma sacada.

- Lá fora há um cachorro. Ele estabelece uma relação tão desarmadora a Brian, porque Brian é apaixonado por cachorros. Brian é criança ainda. O olhar de braços de mãe saltavam cada vez mais cortantes aos olhos de Brian.
Rapidamente ele pensa em repaginar seus pensamentos. É hora de ir embora.

- Ao sair, de nariz escorrendo, Brian se despede com a certeza de que nada, nem dentro do desejo de um homem pudesse despertar o homem que lhe espera no futuro.
-Tão mágico quanto aparecer um cachorro pra ele e mandá-lo pra casa como sua mãe faria.



Poderiamos muito bem nos comover com o estado de ansiedade do garoto. Provavelmente o computador dessa criança possui milhares de sinais de velhas crianças a espera do virus mais primitivo.

- Na mesa posta ao jantar, Brian brinda com a familia a chegada do Natal. Ele não vê a hora de abrir os presentes.

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